Ainda sobre Piratas 2a Parte
sábado, 16 de maio de 2009
Não bastasse a cópia indiscriminada de produtos, outra mazela no mercado mundial é o comércio de objetos furtados ou roubados.
São milhares de pontos de venda em todo o mundo. E se tem quem compre o fruto do crime, tem muitos criminosos que providenciam o que os consumidores querem.
Aqui no Brasil produtos de origem duvidosa são vendidos na internet e em feiras abertas ao público, e o mais grave: muita vez com a total conivência das autoridades.
Por estas bandas temos exemplos no Município de Feira de Santana, num local conhecido como Feiraguai vende-se, literalmente, de tudo: escovas de dente, brinquedos, cigarros, roupas, cds, dvds, games, softwares e eletrônicos, muitos falsificados e outro tanto advindo de cargas desviadas por meliantes. E na mesma cidade há a famosa Rua da Aurora, conhecida pejorativamente como “roubauto”, dada a quantidade de lojas e camelôs vendendo autopeças extraídas de carros furtados ou roubados.
Em todo o país há locais similares, como em São Paulo temos o maior Shopping a céu aberto onde a sonegação, a falsificação e o contrabando são práticas corriqueiras, onde a classe média se une às classes menos favorecidas para comprar, aliás, para comprar muito. E é gente de todo o Brasil que acorre à 25 de Março. E ainda temos o comércio da Santa Ifigênia, onde a especialidade são os eletrônicos, os artigos de informática e aparelhos de som e áudio. E no Brás, vende-se roupa com ou sem nota fiscal para comerciantes e “sacoleiros” de todo o país.
Chineses, coreanos, libaneses e brasileiros, unidos no comércio ilegal.
E toda as classes sociais compram em profusão.
E o comércio formal, fica no prejuízo. E o Estado perde muito em arrecadação.
Há muito que as redes criminosas deixaram de ser os modelos dos filmes sobre a máfia. Hoje o crime organizado investe em países frágeis e em negócios extremamente rentáveis, como a falsificação de roupas da alta costura, armazenamento de lixo e o tráfico de drogas, armas, órgãos e seres humanos. E o Brasil integra este eixo de criminosos, em face de seus pontos frágeis: fronteiras porosas, facilidade de ingresso no país, fiscalização pífia, desemprego e miséria.
E ao consumir o fruto do crime, está se contribuindo com os cofres de bandidos.
Pense nisso: se há comércio ilícito, há receptadores (consumidores criminosos) que compram.
É isso!