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Mais um pouco sobre Pirataria - 3a Parte

domingo, 24 de maio de 2009

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Você sabia que o terrorista responsável pelo primeiro atentado ao World Trade Center capitalizou-se por meio da venda de produtos falsificados?

Você sabia que os terroristas envolvidos no atentado de Madri se remuneravam pela venda de cds piratas?

Você sabia que bolsas falsificadas são fabricadas em presídios na China por ordem do Exército (Governo) chinês?

Você sabia que o tráfico humano está intimamente ligado à fabricação de produtos falsificados?

Você sabia que a indústria da falsificação fabrica peças para automóveis, colocando a vida de todos em risco?

Você sabia que esta mesma indústria fabrica peças para aeronaves e que a primeira descoberta ocorreu numa oficina da American Airlines, quando constataram que uma peça que duraria 20 mil horas/voo, somente duraria 600 horas/voo?

Você sabia que no ano de 2003 morreram 162 mil pessoas na China por conta de remédios falsificados?

Você sabia que a indústria da falsificação responde hoje por cerca de 5% do PIB mundial?

Você sabia que se o Estado deixa de arrecadar tributos, deixa de fazer por você e toda a sociedade?

Você sabia que pirataria é uma das maiores causas do desemprego mundial?

Pois é!

A inofensiva compra de um produto fake pode ser responsável, juntamente com a compra de milhares de pessoas que pensam da mesma forma, pelos maus tratos ou pela morte de milhares de outras pessoas. Quiçá, até mesmo uma das pessoas que comprou o produto pirata ou objeto de furto/roubo.

É isso!

Ainda sobre Piratas 2a Parte

sábado, 16 de maio de 2009

22854177Não bastasse a cópia indiscriminada de produtos, outra mazela no mercado mundial é o comércio de objetos furtados ou roubados.

São milhares de pontos de venda em todo o mundo. E se tem quem compre o fruto do crime, tem muitos criminosos que providenciam o que os consumidores querem.

Aqui no Brasil produtos de origem duvidosa são vendidos na internet e em feiras abertas ao público, e o mais grave: muita vez com a total conivência das autoridades.

Por estas bandas temos exemplos no Município de Feira de Santana, num local conhecido como Feiraguai vende-se, literalmente, de tudo: escovas de dente, brinquedos, cigarros, roupas, cds, dvds, games, softwares e eletrônicos, muitos falsificados e outro tanto advindo de cargas desviadas por meliantes. E na mesma cidade há a famosa Rua da Aurora, conhecida pejorativamente como “roubauto”, dada a quantidade de lojas e camelôs vendendo autopeças extraídas de carros furtados ou roubados.

Em todo o país há locais similares, como em São Paulo temos o maior Shopping a céu aberto onde a sonegação, a falsificação e o contrabando são práticas corriqueiras, onde a classe média se une às classes menos favorecidas para comprar, aliás, para comprar muito. E é gente de todo o Brasil que acorre à 25 de Março. E ainda temos o comércio da Santa Ifigênia, onde a especialidade são os eletrônicos, os artigos de informática e aparelhos de som e áudio. E no Brás, vende-se roupa com ou sem nota fiscal para comerciantes e “sacoleiros” de todo o país.

Chineses, coreanos, libaneses e brasileiros, unidos no comércio ilegal.

E toda as classes sociais compram em profusão.

E o comércio formal, fica no prejuízo. E o Estado perde muito em arrecadação.

Há muito que as redes criminosas deixaram de ser os modelos dos filmes sobre a máfia. Hoje o crime organizado investe em países frágeis e em negócios extremamente rentáveis, como a falsificação de roupas da alta costura, armazenamento de lixo e o tráfico de drogas, armas, órgãos e seres humanos. E o Brasil integra este eixo de criminosos, em face de seus pontos frágeis: fronteiras porosas, facilidade de ingresso no país, fiscalização pífia, desemprego e miséria.

E ao consumir o fruto do crime, está se contribuindo com os cofres de bandidos.

Pense nisso: se há comércio ilícito, há receptadores (consumidores criminosos) que compram.

É isso!

Pirataria 1a parte

terça-feira, 12 de maio de 2009

22828430Cds, livros, remédios, tênis, bolsas, camisetas, bonés, dvds, games, softwares, canetas, óculos, eletrônicos, perfumes e uma infinidades de produtos são falsificados e vendidos em profusão por todo o mundo.

O Brasil é um dos maiores consumidores de produtos piratas.

E o consumo dos produtos fakes nos leva uma séria e longa reflexão, uma vez que lidamos com aspectos culturais, sociais, econômicos e jurídicos, sendo necessária a abordagem deve ser multidisciplinar, a simples análise sob um único prisma soará tosca.

A falsificação de produtos não é apenas um problema econômico para os fabricantes, os consumidores podem sofrer danos em sua saúde, ao utilizar tênis ou óculos produzidos em total desalinho com as recomendações médicas mínimas.

As desculpas utilizadas pelos compradores de produtos piratas são as mais ingênuas: “a indústria ganha muito”, “todos têm direito à cultura e o preço exorbitante é proibitivo”, “é melhor a pessoa vendendo produtos piratas, do que desempregada” etc.

Vamos a um pequeno exemplo, como a produção um cd de uma cantora renomada: despesa com a gravação, honorários dos músicos, mixagem, edição, equipe técnica, gravação da mídia, direitos autorais, fotos para divulgação, fotógrafo, assessoria de imprensa, evento para lançamento, marketing, entre outras despesas que fogem da alçada do escrevente, total leigo no assunto. E, além disso: inserção de proteção contra pirataria nos cds. E ainda assim o cd é copiado e vendido à exaustão, com franca redução na vendagem do original, prejudicando quem produziu o cd, os músicos e os compositores.

Outro ponto, no mesmo exemplo: a compra de cds piratas não é feita apenas pelas camadas mais baixas da população, mas também pela classe média…

Quanto à geração de renda para os vendedores de cds piratas, vale lembrar que grandes redes de varejo especializadas fecharam as suas portas, com dezenas de desempregados, a exemplo das lojas Akidisco e A Modinha (lembram?).

Os prejuízos são enormes!

E mais, o acesso à cultura de fato fica restrito, mas fica em função da produção dos cds piratas mais procurados, que são exatamente os de maior apelo popular em determinado momento. Assim, se um consumidor quer comprar um cd lançado há um ano, provavelmente não o encontrará entre os piratas, já que tornou-se ultrapassado neste mercado. Além disso, cds de música erudita, jazz e soul, cada vez mais desaparecem das lojas, restando apenas lojas virtuais, com maioria de selos importados a um altíssimo custo, por conta da importação.

Antes de comprar um produto pirata, reflita sobre isso.

Continuarei sobre o tema (ainda que incomode muita gente).

É isso!