“O autor Richard Barbrook, em parceria com des).(centro e editora peirópolis, lança seu primeiro trabalho literário no Brasil. Futuros Imaginários demonstra como a política influenciou a forma pela qual a Internet é controlada atualmente e faz um chamado a todos que estão ciberconectados a usar esta poderosa ferramenta para apropriar-se de políticas revolucionárias e criar um futuro mais positivo.
Dr. Richard Barbrook investiga os primórdios da Internet, e começa por um ponto central que foi a Feira Mundial de Nova York em 1964, no que, de acordo com os críticos é a melhor pesquisa e mais original avaliação da cibertecnologia entre todos os trabalhos contemporâneos. Ele demonstra como os líderes dos negócios e os líderes ideológicos aplicaram uma visão cuidadosamente orquestrada de um futuro imaginário, no qual os robôs lavariam as louças, iriam trabalhar e pensariam por nós. Com os Estados Unidos na vanguarda destas promessas, Barbrook mostra como forças ideológicas juntaram-se para desenvolver novas tecnologias da informação durante a era da Guerra Fria e como o que foi criado moldou historicamente a Internet moderna, com consequências políticas intencionadas.”
Não estou querendo requentar a discussão mais do que passada de TV x Internet, Internet x jornal, etc. Até pq quando a gente menos espera a TV mostra do que é capaz e manda um “Lost”, um “24h”. Mas nenhuma emissora de TV pode competir com a criatividade de milhares de pessoas, colocando em prática suas idéias em vídeos, animações, textos, entre outros formatos. Metallica e Beto Barbosa? Sim. Misture criatividade, ferramentas gratuitas de produção e divulgação, às vezes um pouco de ócio, e o tsunami do incrível conteúdo amador quebra sobre as nossas cabeças.
O Grupo de Pesquisa em Cibercidade (GPC/CNPq), do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Facom/UFBa, vai realizar nos dias 11, 12, 13, 18 e 19, no auditório da Faculdade de Comunicação da UFBA, das 19 às 22 horas, o curso de extensão “Mídias Locativas. Comunicação e Mobilidade”.
O curso é destinado a profissionais e estudantes de graduação e de pós-graduação em comunicação, arquitetura, geografia, psicologia, sociologia e áreas afins. A inscrição custa R$ 100,00 para profissionais e R$ 50,00 para estudantes e deve ser feita no site da Fapex (http://www.fapex.ufba.br/). Atenção, não será possível fazer a inscrição no local.
Abaixo a programação do curso:
11 de maio – 19h – MÍDIA LOCATIVA. COMUNICAÇÃO E MOBILIDADE. INTRODUÇÃO E ASPECTOS GERAIS – Prof. Dr. André Lemos
12 de maio – 19h – REDES SOCIAIS E MÍDIAS LOCATIVAS – Prof. Dr. José Carlos Ribeiro
13 de maio – 19h – JORNALISMO E MÍDIAS LOCATIVAS – Prof. MsC Fernando Firmino
18 de maio – 19h – JOGOS ELETRÔNICOS E MÍDIAS LOCATIVAS – Prof. MsC Luiz Adolfo Andrade
19 de maio – 19h – BLUETOOTH MARKETING E MÍDIAS LOCATIVAS – Prof. MsC Macello Medeiros
A série de desenhos “Twouble with Twitters”, publicada na Current TV, mostra uma visão bem humorada sobre a febre da rede social do momento.
Sobre os “twitts” dos caras vagando na “twittosfera” – muito engraçados – me lembrei dos primeiros podcasts, que tb não falavam coisa com coisa, eram muito mais testes do que fazer com o novo recurso. O pioneirismo tem esses riscos. Com o tempo, as pessoas, profissionais, marcas, agências, clientes, etc, etc, começam a se apropriar do negócio e a criar formas e conteúdos realmente mais interessantes.
Os QR-Codes foram criados para auxiliar no gerenciamento da produção de indústrias. Mas hoje já estão sendo utilizados em jornais, revistas, peças outdoor e cartões de visita, por exemplo, para o acesso a conteúdos, como vídeos, imagens e áudios, através de telefones celulares. O código de barra – ou quick response code – pode ser decifrado com câmeras digitais comuns, mesmo quando aparece em baixa resolução. Na publicidade, no jornalismo, na arte urbana e em outras manifestações, o QR-Code tem sido utilizado para diferentes fins. E é muito fácil inventar novos usos para os códigos, que podem ser criados por qualquer um com muita facilidade. Veja os links abaixo do vídeo.
Baixe o leitor no seu computador e transfira para o celular:
I-Nigma: http://www.i-nigma.com
I-Matrix: http://www.imatrix.lt
Kaywa (em português!): http://reader.kaywa.com/
Neo Reader: http://www.neoreader.com
Quick Mark: http://www.quickmark.com.tw/En/basic/download.asp
Neo Reader: http://www.neoreader.com/download.html
Baixando direto do seu celular:
Neo Reader: http://get.neoreader.com
I-Nigma: http://www.i-nigma.mobi/
Está disponível para download o flash book “Para entender a Internet – noções, práticas e desafios da comunicação em rede”, organizado por Juliano Spyer. O livro conta com pequenos artigos escritos por uma seleção de autores, de diversas áreas, do cyberpunk ao cyberbullying.
A idéia do flash book surgiu na Campus Party deste ano. O objetivo era reunir os artigos, editar e lançar durante o evento, como uma espécie de flash mob. Imagino que o clima “tudo ao mesmo tempo agora” da CP 2009 tenha impedido a proposta inicial. Mas agora o livro está sendo distribuido gratuitamente. O arquivo tem menos de 1 mb e seu lançamento foi realizado através do twitter, dia 17/03.
O download pode ser feito no blog, onde também é possível participar de diversos debates.
Está disponível para download a segunda edição do livro “O Marketing Depois de Amanhã”. A proposta da primeira edição foi corajosa, apresentar as principais tendências da aplicação de novas mídias nas áreas de marketing e publicidade. Seria apenas um exercício de futurologia, mas Ricardo Cavallini conseguiu um resultado interessante, pontuando questões relevantes em cada tema.
CtrlC + CtrlV do hotsite do novo livro:
“O autor discorre sobre a fragmentação da audiência frente às novas mídias, como celulares e videogames, sem utilizar uma linguagem técnica ou termos complicados. Ainda para facilitar o entendimento, as tecnologias foram separadas por capítulos, nos quais o autor se aprofunda apresentando vários cases. (…) Capítulos: 1·Presente; 2·Privacidade; 3·TV; 4·Advergaming; 5·Mobile; 6·Um mundo conectado; 7·Novos displays; 8·Novas formas de pagamento; 9·Computação Ubíqua; 10·Possibilidades.”
Inspirado no filme “Negócio Arriscado”, o diretor Brett Ratner filmou os comerciais para o jogo Guitar Hero World Tour, da Activision. O primeiro traz Kobe Bryant, Alex Rodriguez, Michael Phelps e Tony Hawk recriando a cena clássica do filme de 1983. E o segundo – muito melhor – traz a mesma idéia mas com um striptease da modelo Heidi Klum.
Este blog até poderia começar tentando ser diferente, com um post mais original. Mas realmente não dá, o tema “Obama” tomou conta de toda a mídia e não poderia ser diferente aqui. O assunto é irresistível e a campanha digital merece um review de alguns dos seus melhores momentos.
A campanha não foi considerada um marco apenas porque utilizou o que chamamos de novas mídias, como a internet e os telefones celulares, e principalmente os recursos das redes sociais. Mas porque utilizou tudo isso para mudar a forma como eleitores e candidatos podem interagir, produzir e distribuir conteúdo.
Antes mesmo de ser eleito presidente dos EUA, Barack Obama já tinha sido eleito “Anunciante do Ano”, pelo Advertising Age, numa votação realizada por centenas de anunciantes, agências e fornecedores do mercado publicitário. Ficaram para trás marcas reconhecidas pela sua inovação no uso da mídia, como Apple e Nike. A escolha de alguns formatos nada tradicionais de comunicação foi fundamental em um tipo de eleição em que os candidatos, além de conquistar votos, precisam estimular a participação dos eleitores, muitos deles jovens desinteressados em política.
Algumas ações inéditas em campanhas políticas ajudaram a atrair um público cada vez mais distante das mídias convencionais. O anúncio do nome do candidato a vice, por exemplo, foi divulgado em primeira mão através de uma menssgem SMS, enviada para quase 3 milhões de usuários cadastrados. Os games também fizeram parte da campanha, com anúncios veiculados em 18 jogos através do Xbox Live.
Os números em redes sociais são impressionantes. Barack Obama é o usuário com o maior número de seguidores no Twitter, mais de 120 mil, o primeiro presidente no MySpace, com mais de 850 mil amigos, e ainda tem mais de 1 milhão de cadastros na base da sua comunidade online my.barackobama.com. A estratégia digital da campanha foi liderada por Chris Hughes, um dos fundadores do Facebook, onde Obama também tem um grupo com mais de 2 milhões de membros.
No Flickr, foram publicadas as primeiras fotos dos bastidores da noite da vitória. Um verdadeiro “by-pass” nas revistas que costumavam publicar em primeira mão esses registros pessoais.
Pode ser otimismo da minha parte, mas espero que isso tudo não fique para trás, como resultado de uma campanha 2.0, mas que seja uma das bases de um mandato 2.0, que continue fazendo valer o engajamento e a capacidade de mobilização dessas redes. Apenas alguns dias depois do resultado das eleições, já estava no ar o change.gov, que pretende ser um espaço de participação e colaboração do governo Obama/Biden, com áreas para debates, notícias e uma série de conteúdos produzidos pelos usuários. Bom sinal.
Aliás, os melhores momentos da campanha foram produzidos de forma independente. Vale rever a Garota Obama, que se tornou celebridade através do YouTube com vídeos como “I got a crush on Obama”.
O Fantástico viral “Yes, we can”, feito por Will-I-Am, do Black Eyed Peas, a partir de um dos discursos mais famosos de Obama.
E um dos vídeos mais engraçados do ano, “Wassup 2008″, que mostra as consequências de 8 anos do governo Bush na vida dos amigos do comercial “Wassup?”, da Budweiser.
Adelino Mont'Alverne é Publicitário e há 10 anos trabalha com estratégia e criação interativa. Mestre em Cibercultura, também integra o Grupo de Pesquisa em Cibercidades - GPC/UFBA.