Quem decide
Não gostei do comportamento tático do Vitória contra o Galo, apesar do triunfo por 4 a 3, o primeiro no Brasileirão 2010. O time só jogou de igual para igual nos primeiros minutos, antes de fazer o primeiro gol.
No mais, mesmo antes da justa expulsão de Nino Paraíba, no segundo tempo, o leão fez uma marcação eficiente ao veloz ataque do galo. Mas estava muito recuado. O leão passou a maior parte do jogo acuado, marcando na entrada de sua área e deixando a intermediária livre para o ainda excelente Ricardinho deitar e rolar.
Não entendi a postura do time em pleno Barradão. Se a intenção era recuar para contra-atacar, não funcionou. Falta velocidade e qualidade para isso. Quem devia fazer a ligação defesa-ataque, Lenílson, teve atuação discreta e sentiu a falta de ritmo.
O Vitória devia ter saído mais para o jogo. Até mesmo porque, sempre que acossado, o galo cedeu. O setor de marcação deles não é lá essas coisas.O Atlético prometia mais do que o que se viu.
O rubro-negro não ganhou ontem porque jogou uma partida brilhante ou porque foi superior ao adversário. No futebol, o aspecto tático é só um dos fatores que definem uma partida. Mas existem muitos outros. O mais decisivo é o jogador. Suas virtudes e deficiências.
Nas falhas de marcação de Ricardo Conceição, que não cobriu Nino Paraíba no primeiro gol; e da zaga rubro-negra no gol de Tardelli; no erro de Vinícius ao posicionar a barreira, o Atlético chegou a seus três gols. Mas não se pode tirar os méritos de Ricardinho no lançamento excepcional para o tento de Muriqui – que golaço! – e no talento para bater na bola em seu gol de falta; tampouco do oportunismo de Tardelli.
Estrela
Contudo, em termos de oportunismo, a grande estrela da noite foi Schwenk, autor de três tentos. No primeiro, usou a força física na dividida com o zagueiro, após bela jogada individual de Nino, que queria chutar e acabou fazendo um cruzamento preciso.
No segundo, o avante subiu bonito de cabeça e aproveitou cruzamento na medida de Egídio, um dos melhores em campo. No terceiro, que reforça minha tese sobre o protagonismo dos atletas, pesou a falha de Marcelo. O arqueiro abusou da autoconfiança ao tentar matar no peito. Na malandragem, Schwenk solou, é verdade, mas roubou a bola e estufou as redes.
O atacante calou a minha boca e a de outros críticos. Mas para permanecer calado, preciso de mais provas de sua eficiência. Falta constância. Torço para que a encontre.
Com um a menos e com o Galo pressionando, o 3 a 3 parecia um bom negócio para o leão. Foi quando aconteceu a jogada que decidiu o jogo. Egídio recebeu na esquerda e três atleticanos foram para cima dele. Parecia jogo de menino, quando fica aquele bolinho de guri correndo só atrás da bola. Esperto, Egídio achou Evandro livre. O estreante meia, ex-atleticano, mostrou categoria de sobra para achar o único espaço entre Marcelo e o travessão esquerdo, e incendiar o Barradão. Só quem conhece faz um gol desses. Esperança.
Incrível o aproveitamento ofensivo do Vitória ontem. Aproveitou as únicas quatro chances de gol que teve.
Mais
Valeu pelo resultado, pela entrega dos jogadores, pela raça e pela sinergia com a torcida. O grito “guerreiro, time de guerreiro” arrepiou. Foi uma noite inesquecível. Daquelas que já entraram na história do Barradão. Mas o jogo continuou expondo as deficiências do time e do elenco rubro-negro. Para não brigar contra o rebaixamento, o Vitória precisa de mais. Muito mais.
Tags: Atlético-MG, Brasileirão, vitória
27 de maio de 2010 às 17:45
Darino,
No geral, não concordo com você, acho que o Vitória fez um bom jogo no primeiro tempo, fez dois gols e tomou um. Não teve muitas chances de gol, mas o Atlético também não teve nenhuma além do gol. No segundo tempo foi outro jogo, a expulsão de Nino dificultou muito as ações do Vitória e Ricardo Silva ao invés de tirar Lenilson que é um jogador pesado e que não puxa contra ataques, tirou Elkesson que é quem mais corre do meio prá frente. Além disso não era jogo para Fernando que está fora de ritmo de jogo, ficou com o meio de campo muito lento sem contra ataque, mas mesmo assim era o dia de Schwenk.
Paulo
27 de maio de 2010 às 18:11
Oi Paulo,
Não disse que o Vitória jogou mal. Disse que o Vitória não jogou mais que o adversário e que o jogo foi definido nas jogadas individuais. No mais, concordo com você.
Abração e viva à discordância!
28 de maio de 2010 às 17:07
Pois é Darino e a cada partida, a acda grito a torcida inova e motiva mais essa constelação leonina… Criei este hino para ser cantado nas partidas, segue:
O meu time é guerreiro
Por isso jogo pra vencer
Meu coração é rubro negro
Vitória até morrer !!! ( como traduz o hino do clube)
Abrçs
28 de maio de 2010 às 18:03
È isso aí Filó!
Espero que pegue… vamo bordar essa estrela no peito, mermão!!!
Abs, meu amigo!
1 de junho de 2010 às 17:07
Olá Darino Sena,
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Carlos Souza
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1 de junho de 2010 às 17:09
O Novo ranking mundial de clubes da FIFA IFFHS coloca o Vitória na posição de número 97, empatado comn o grêmio, atrás deles Santos, Palmeiras… A lista é encabeçada pela Inter de Milão… Já na Segunda Divisãooo…kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
1 de junho de 2010 às 22:21
Pois é Darino,
Realmente concordo com você quando afirma ser o Vitória um time limitado, mas acho que este ano principalmente, vejo um Vitória com uma garra, uma entrega maior dentro de campo, principalmente nos jogos no Barradão.
O elenco está sendo reforçado, o time está mais compacto como nunca visto, contra o Atlético-MG, o Vitória mostrou-se superior, embora precise de um jogador de área mais objetivo e dinâmico para auxiliar aos atacantes.
No jogo contra o galo, o Vitória mostrou que no barradão quem canta de galo é o leão.
Para o jogo contra o Santos, creio que o ponto chave será a primeira partida, pois, a depender do resultado da Vila, certamente teremos o nosso Leão como campeão da Copa do Brasil!!.
3 de junho de 2010 às 5:49
Assim embaixo do que você disse, Anderson.
Vamos torcer.. abraços!
3 de junho de 2010 às 5:49
Que maldade, Filó… hehehe… abs!
3 de junho de 2010 às 5:50
Ok, Carlos.
Tá dado o recado.
Excelente iniciativa.
Assim que puder, me aprofundo e dou minha opinião.
MAs, desde já, o parabenizo e desejo sucesso.
Abraços!