Posts com a Tag ‘África do Sul’

Sonho

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Se eu fosse Dunga, iriam pra Copa:

- Júlio César, Victor e Marcos, para o gol;
- Lúcio, Juan, Thiago Silva e Luisão, na defesa;
- Daniel, Maicon, Marcelo e Roberto Carlos, nas laterais;
- Felipe Melo, Gilberto Silva, Elano, Elias do Corinthians e Zé Roberto, como volantes;
- Kaká, Ronaldinho e Ganso, na armação;
- Luís Fabiano, Robinho, Neymar e Nilmar, para o ataque. 

Se eu fosse Dunga, meu time não se limitaria a marcar e contra-atacar, como o dele. O meu time ia marcar na saída de bola do adversário, sob pressão, como faz o Barcelona.

Não haveriam tanto espaço entre a defesa e o ataque. Meu time ia ser mais compacto, mais agressivo e ia jogar muito mais perto do gol dos rivais. Não ia deixar os adversários jogarem e virem para cima para depois sair pro jogo, como time pequeno. A iniciativa seria nossa.

Se eu fosse Dunga, meu time titular para a estreia da Copa seria: Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Marcelo; Felipe Melo, Ganso e Daniel; Kaká, Robinho e Luís Fabiano.

Se eu fosse Dunga, o Brasil ia jogar com só um volante, Daniel e Ganso na armação e três no ataque: Robinho aberto na esquerda, Kaká na direita e Luís Fabiano no comando das ações. Porque, entre as seleções deste planeta, só nós temos material humano para poder jogar assim, ganhar e dar show.

Se eu fosse Dunga, meu time talvez não ganhasse a Copa, porque futebol tem dessas: o melhor nem sempre leva. Aí que mora a graça desse esporte. 

Mas o meu time ia honrar a tradição de jogar para frente e com maestria, construída ao longo de gerações pelos craques que fizeram da nossa Seleção a mais vitoriosa de todos tempos.

Se eu fosse Dunga, o Brasil jogaria como o Brasil na África do Sul.

Inspiração

quarta-feira, 3 de março de 2010

peleFaltam exatamente 100 dias para começar o maior espetáculo da Terra: a Copa do Mundo de Futebol.

A ocasião me fez lembrar do homem que mais conquistou Copas e corações com a bola nos pés: Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé.

Eu não vi Pelé jogar. Mas, pra reconhecer o que ele fez e ter a dimensão exata do muito que ele representa e do gênio que foi dentro dos gramados, tê-lo visto jogar é algo pouco relevante.

Basta conhecer seus números e feitos, ou então, ler alguns relatos dos privilegiados que não só o viram atuar, mas tiveram a honra de jogar contra ou ao lado dele. É o que segue abaixo.

“Subimos juntos para cabecear. Eu e Pelé. A lei da gravidade obrigou-me a descer ao solo. Perplexo, olhei para o alto. Ele permanecia, como um helicóptero, tentando a cabeçada. Conseguiu.” - Fachetti, lateral da Seleção Italiana, vice da Copa de 1970

“Fixei meu olhar em Pelé. A bola estava em seus pés. Ele não virou a cabeça. Não olhou para trás. Ninguém gritou pedindo a bola. Jogou um pouco atrás. Advinhou que Carlos Alberto estava chegando. Só os duendes podem explicar o que houve.” - Albertosi, também jogador da Itália em 1970, ao comentar o último gol do Brasil naquela Copa, que saiu de um passe genial de Pelé para Carlos Alberto.

“Pelé podia virar-se para Michelangelo, Homero ou Dante e cumprimentá-los com íntima efusão: - Como vai, colega?” - Nelson Rodrigues, 1958

“O futebol de Pelé impediu uma avaliação exata da qualidade de muitos jogadores que atuaram de 1958 pra cá.” - Almir Pernambuquinho, ex-jogador de futebol

“Como se soletra Pelé? Com as letras D-E-U-S” - Diálogo imaginário publicado no jornal inglês The Sunday Times

“O maior jogador de futebol do mundo foi Di Stéfano. Eu me recuso a classificar Pelé como jogador. Ele está acima de tudo” - Puskas, segundo a FIFA, um dos cinco maiores jogadores de futebol de todos os tempos.

“Posso ser um novo Di Stéfano, mas não posso ser um novo Pelé. Ele é o único que ultrapassa os limites da lógica.” - Cruijff, maior ídolo do futebol holandês.

“Se Pelé não tivesse nascido homem, teria nascido bola.” - Armando Nogueira.

Meu desejo é que na Copa da África, que começa daqui a 100 dias, inspirados na magia do Rei, nossos craques façam como ele: marquem história, ganhando e, sobretudo, encantando.