Baianos em Pequim

25 de agosto de 2008

Os Jogos Olímpicos 2008 acabaram! Com tantas disputas rolando ao mesmo tempo, ficou difícil acompanhar os resultados de todos os baianos que foram a Pequim. Então você confere aqui um compacto para registrar a participação dos nossos atletas. E nós tivemos direito a medalha, hein?

Ricardo - Vôlei de praia
O gigante das praias, Ricardo, trouxe para a Bahia a medalha de bronze na sua modalidade nas Olimpíadas. A prata ficou por conta dos brasileiros Márcio e Fábio Luiz, enquanto o ouro caiu nas mãos dos americanos Rogers e Dalhausser. Ricardo já tinha o ouro dos Jogos de Atenas e a prata em Sydney.


Formiga e Fabiana - Futebol
A junção da veterana Formiga, 30 anos, com a jovem Fabiana, 19, nos rendeu a prata nos gramados de Pequim. Em uma partida emocionante, elas deram um verdadeiro show de bola, mas acabaram perdendo o ouro para as americanas, que fizeram um gol na prorrogação. O bronze ficou por conta da Alemanha.


Marcela Menezes - Ginástica rítmica
Ao lado de mais cinco brasileiras, Marcela ficou na 12ª colocação nos Jogos Olímpicos. Suas companheiras foram Nicole Müller, Daniela Leite, Luana Faro, Luisa Mtsuo e Tayanne Mantovaneli. Elas tinham o objetivo de superar o oitavo lugar das Olimpíadas de Sydney, mas acabaram quatro posições abaixo do esperado.


Marily dos Santos - Maratona
A estreante Marily sofreu com a chuva no dia de sua prova e acabou na 51ª posição com o tempo de 2h38m10s. A romena Constantina Tomescu conquistou o primeiro lugar, seguida por Catherine Ndereba. A chinesa Zhou Chunxiu chegou um segundo depois e angariou a medalha de bronze, com 2h27m07s.


Allan do Carmo - Maratona aquática
Na prova de 10km, o baiano de 19 anos acabou na 14ª posição. Com a quinta colocação no ranking mundial, esta foi a primeira participação de Allan do Carmo em Jogos Olímpicos. O holandês Maarten van der Weijden ficou com o ouro ao ultrapassar o britânico David Davies nos últimos metros.


Ana Marcela Cunha - Maratona aquática
Ela lutou pelas primeiras posições até o fim, mas acabou em quinto lugar na prova, apenas cinco segundos atrás da medalhista de bronze, a britânica Cassandra Patten. A atual pentacampeã mundial Larisa Ilchenko, da Rússia, conquistou o primeiro lugar. A prata ficou com a britânica Keri-Anne Payne.


Boxe
A Bahia teve cinco pugilistas em Pequim, mas apenas dois chegaram perto do pódio. Everton Lopes e Robson Conceição foram eliminados na estréia. Robenilson Vieira foi derrotado nas oitavas-de-final. Paulo e Carvalho e Washington Silva chegaram às quartas, mas caíram diante do cubano Yampier Hernandez e do irlandês Kenny Egan, respectivamente.


César Cielo vira ídolo nacional

25 de agosto de 2008

César Cielo não é mais apenas um nadador. Agora dono de duas medalhas olímpicas, uma de ouro e outra de bronze, ele é também uma celebridade. A nova condição tem deixado o atleta feliz, embora desde o retorno ao Brasil sua vida tenha sido uma roda-viva. Entrevistas, fotos, autógrafos… Aparentemente, nada disso incomoda o campeão, que tem lidado com a fama tão facilmente quanto dá suas braçadas.

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“Estou curtindo bastante essa vida nova. Essa realmente é a parte gostosa da natação: o reconhecimento que a gente batalha tanto. É uma dedicação enorme para ter tudo isso que estou tendo em minha vida. É sensacional”, declarou Cielo, enquanto se preparava para participar do Domingão do Faustão.

Quem deve sofrer bastante com o sucesso meteórico do ídolo César Cielo são seus adversários. Tudo porque ele pretende transformar sua fase de celebridade em motivação quando retomar seus treinamentos.  “Estou adorando tudo isso. É uma parte que vou levar como motivação para a próxima temporada. Espero repetir e até superar os meus resultados para continuar assim”, acrescentou o nadador, medalha de ouro nos 50m e bronze nos 100m livre.

Ainda com a empolgação de quem acabou de sair da piscina após a conquista de uma primeira colocação, Cielo lembra com carinho da recepção que teve do povo brasileiro no dia do seu retorno das Olimpíadas de Pequim, na semana passada.

*Fonte: globoesporte.com

Cubano agride juiz e é afastado de competições

23 de agosto de 2008

Com o protetor de cabeça na mão, o cubano Angel Valodia Matos girou o corpo, apoiou a perna direita no chão e, num belo golpe, lançou o pé esquerdo na cabeça do… juiz. A cena inesperada no fim da luta ilustra o desespero de Matos ao fim da disputa do bronze contra Arman Chilmanov, do Cazaquistão, na categoria acima de 80kg do taekwondo.

Após ser desclassificado quando vencia o combate por 3 a 2, o cubano não aceitou a decisão e começou a gritar ofensas ao árbitro central, Chakil Chelbat, da Suécia. Descontrolado, desferiu o chute na cabeça e, não satisfeito, ainda deu um soco no peito de um dos juízes laterais.

Matos e seu técnico foram banidos de todas as competições internacionais. A punição foi anunciada, poucos minutos após a luta, pela Federação Mundial de Taekwondo (WTF).

A confusão começou quando Matos sentiu uma lesão no pé. Faltavam sete segundos para o fim da luta, e ele estava à frente do placar. Pelas regras do taekwondo, o atleta tem um minuto para ser atendido antes de ser desclassificado. Mas o árbitro central deveria dar um sinal avisando que o tempo estava se esgotando. Sem o aviso, o sinal de um minuto soou e o cubano foi automaticamente desclassificado. Perdeu a medalha de bronze e se descontrolou.

Ao fim do tumulto, Arman Chilmanov foi decretado o vencedor da luta e ficou com o bronze, com a outra medalha de bronze indo para o nigeriano Chika Yagazie Chukwumerije. O ouro da categoria foi para o coreano Dongmin Cha, que derrotou na final o grego Alexandros Nikolaidis. Ouro em Sydney-2000 e campeão dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, Matos encerrou melancolicamente sua história olímpica.

Seleção feminina fechou pacto pelo ouro

23 de agosto de 2008

Após anos de críticas e cobranças, a seleção feminina se redimiu ao conquistar, pela primeira vez, a medalha de ouro olímpica. A levantadora e capitã Fofão revela que o grupo fez um pacto pela vitória, ressaltando que o time não devia nada a mais ninguém.

“Agora, a medalha é nossa e ninguém tira mais. A seleção veio aqui para vencer e nós cumprimos o que prometemos para o grupo, não para o Brasil”, afirma em entrevista ao canal SporTV.

Para a meio-de-rede Walewska, o maior mérito desta equipe é contar com 12 atletas capazes de fazer bonito dentro de quadra.  “Esse time é o único no mundo que joga com as 12 atletas”, elogia.

Muito emocionada, a ponteira Paula Pequeno lembra que, por muito pouco, a seleção não conquista o ouro sem perder um set sequer. A exceção foi justamente na final contra os Estados Unidos, vencida por 3 a 1.  “Fizemos uma campanha brilhante. Se não tivéssemos perdido aquele set, acho que entraríamos no Guiness Book”, brinca.

*Com informações do globoesporte.com

Brasil vence a Itália e garante final contra EUA

22 de agosto de 2008

O time de Bernardinho venceu a Itália por 3 a 1 (19/25, 25/18, 25/21 e 25/22). Pela segunda vez seguida a seleção está na final olímpica.

Somente no primeiro set, o Brasil saiu na frente com um ataque de Gustavo. Com uma série de saques forçados de Cisolla, a equipe européia abriu 6 a 2. Bernardinho parou o jogo, mas não adiantou. O capitão Giba não conseguia superar o bloqueio. A Itália chegou a abrir 9 a 2, no primeiro set.

A derrota no primeiro set deixou o Brasil irritado. Fez Giba encontrar o jogo. “Quero bola alta, quero bola alta”! - gritava para o levantador Marcelinho. No segundo set, a seleção reagiu e abrindo vantagem. Os italianos não conseguiram repetir a eficiência no bloqueio. Gustavo caprichou na parede, e o Brasil passou da casa dos 20. Com um ace de Bruninho, a seleção fechou o set em 25 a 18 e empatou a partida.

O terceiro set foi bastante equilibrado. Desde o início, as seleções se revezaram no placar. O Brasil fechou em 25 a 21. No quarto set os italianos finalmente se depararam com o bloqueio brasileiro.
Com um ataque de fundo de Murilo, a equipe verde-amarela encerrou a partida em 25 a 22 e está mais uma final olímpica.

No próximo domingo (24), à 1h (de Brasília), a equipe brasileira briga pelo ouro olímpico, com os Estados Unidos, que tiraram o Brasil da decisão na Liga Mundial no Rio de Janeiro. A vitória terá o gostinho da revanche para a equipe de Bernadinho. Itália e Rússia duelam pelo bronze neste sábado (23), às 23h (de Brasília).

Seleção de Dunga se despede da China com o bronze

22 de agosto de 2008

Depois da goleada sofrida para a Argentina, a seleção brasileira se despediu das Olimpíadas de 2008 com a medalha de bronze no futebol masculino. Nesta sexta-feira (22), o time de Dunga venceu a Bélgica por 3 a 0, em Xangai, e terminou o torneio em terceiro lugar.

Marcados por Diego e Jô (dois) os gols garantiram a quarta medalha do Brasil no futebol masculino. Em 1984 e 1988, a equipe pentacampeã mundial ficou com a prata. Em 1996, o time também foi bronze.

Para disputar a medalha de ouro, Argentina e Nigéria se enfrentam no sábado (23), à 1h (de Brasília), no estádio Ninho do Pássaro. Na semifinal realizada na terça-feira (19), os argentinos venceram os brasileiros por 3 a 0 e adiaram mais uma vez o sonho do Brasil em conquistar seu primeiro ouro olímpico no futebol. Os argentinos, campeões em 2004, tentam o bi. A entrega das medalhas será após a decisão. A equipe deve chegar ao Brasil no domingo.

Maurren salta e crava seu nome na história

22 de agosto de 2008

Enquanto as adversárias estavam maquiadas, com cortes de cabelo ousados e piercings no umbigo, Maurren Maggi chegou para a final do salto em distância nesta sexta-feira (22) de cara limpa, com um simples coque. Após cinco saltos no Ninho do Pássaro, veio o enfeite que ela queria: a medalha de ouro.

Com a conquista desta sexta, Maurren entra para a história ao se tornar a primeira brasileira a garantir uma medalha de ouro no atletismo. Além disso, desde 1984, com Joaquim Cruz nos 800m rasos, que o Brasil não garantia o primeiro lugar no pódio dos Jogos Olímpicos.

A prata ficou com a atleta russa Tatyana Lebedeva com a marca de 6,97m. A nigeriana Blessing Okagbare garantiu a medalha de bronze com 6,91m.

*Fonte: globoesporte.com

Ricardo e Emanuel conquistam o bronze

21 de agosto de 2008

*com informações do globoesporte.com

“Sempre há um sol depois de uma derrota”. A frase de Emanuel não poderia ilustrar melhor a despedida da dupla campeã de 2004 dos Jogos de Pequim. Após perder a chance de conquistar o bicampeonato, ele e Ricardo deram um show na disputa pelo bronze e derrotaram os “georgianos” Renatão e Jorge, que competem com os nomes de Geor e Gia, por 2 a 0, parciais de 21/15 e 21/10.

Emanuel e Ricardo não dão chances a rivais na disputa pelo bronze nas Olimpíadas de Pequim
E o Brasil já tem outro lugar garantido no pódio. Nesta sexta-feira, a partir de meia-noite (de Brasília), Márcio e Fábio Luiz enfrentam os americanos Rogers e Dalhausser na briga pelo ouro.

A vitória e a medalha consagram uma parceria que superou um drama para subir ao pódio. Ricardo, que disputou os jogos tentando se recuperar de uma fratura no tornozelo esquerdo, não deu sinais da lesão. Mostrou a garra de um atleta que coleciona três medalhas em três participações olímpicas: prata em Sydney-2000 (ao lado de Zé Marco), ouro em Atenas-2004 e agora, bronze em Pequim-2008. Emanuel, único jogador presente em todas as edições dos Jogos desde que o vôlei de praia passou a fazer parte da competição, em 1996, resumiu o sentimento da dupla:

“A emoção é muito grande. De quatro em quatro anos a gente luta tanto, sofre muito por estar longe das pessoas de quem a gente gosta. Essa medalha de bronze foi muito importante. Há dois dias, a gente sofreu muito, mas sempre há o sol depois de uma derrota”, afirma o paranaense, em entrevista à TV Globo.

 Erros de ‘georgianos’ facilitam vida da dupla verde-amarela - Após um dia de chuva forte em Pequim, até o astro-rei saiu para ver os campeões de 2004 enfrentarem seus amigos e companheiros de treino, que defendem a Geórgia e contam com a mesma comissão técnica. Era um prelúdio do que estava por vir.

Derrotados por Márcio e Fábio Luiz nas semifinais, Ricardo e Emanuel cumpriram a promessa de jogar concentrados na luta pelo bronze. Desde o início, a superioridade da dupla ficou clara. Com tranqüilidade e ajudados pelos erros dos “georgianos”, eles abriram 18 a 12. Renatão e Jorge tentaram reagir, mas a diferença era irreversível. Em uma largadinha de Emanuel, os favoritos fecharam em 21 a 15.

O que parecia uma vitória tranqüila virou um passeio no segundo set. Ricardo e Emanuel não precisaram fazer muito esforço para abrir 7 a 2 no placar. Renatão e Jorge cometeram erros bobos e foram presa fácil diante da dupla verde-amarela, que rapidamente aumentou a diferença 16 a 5. Nem deu tempo para a torcida se emocionar. Emanuel explorou o bloqueio de Renatão para fechar em 20/10 e garantir a segunda vaga brasileira no pódio olímpico de Pequim.

Pelé assiste derrota do futebol feminino

21 de agosto de 2008

O ex-jogador Pelé assistiu à derrota da seleção brasileira para as americanas por 1 a 0 na final do futebol feminino das Olimpíadas de Pequim. Esta é a segunda medalha de prata consecutiva do Brasil na modalidade.

Brasil deixa escapar mais um ouro

21 de agosto de 2008

Uma última chance e uma pergunta: “O que foi que eu fiz de errado?”. Essa foi a dúvida que ficou na cabeça de Marta após perder a última chance de acertar o placar na final contra os Estados Unidos.  A resposta não veio, mas o resultado explica o choro da melhor jogadora do mundo ainda no gramado: Estados Unidos 1 x 0 Brasil.

Nesta quinta-feira (21), as brasileiras brigaram pelo título no Estádio dos Trabalhadores em Pequim, dominaram os primeiros 90 minutos, tiveram o apoio da torcida chinesa, mas as americanas demonstraram mais preparo físico e conseguiram a medalha de ouro do futebol feminino das Olimpíadas na prorrogação.

O único gol da partida veio com Carli Lloyd (EUA), aos 6 minutos do primeiro tempo extra. Sob os olhares de Pelé e Kobe Bryant na tribuna de honra, as brasileiras apostaram tudo nos 90 iniciais, mas não conseguiram marcar. Marta correu, driblou, chutou. Tentou de tudo. Incansável. Porém, a goleira Hope Solo não deixou a camisa 10 realizar o sonho de ser campeã olímpica.

Os Estados Unidos chegaram à todas as finais do futebol feminino em Olimpíadas. Só perderam em 2000, para a Noruega. Apesar do título olímpico de Atenas, as americanas entraram em campo na final de Pequim querendo vingança do Brasil. No ano passado, a equipe brasileira ganhou dos EUA por 4 a 0 na semifinal da Copa do Mundo.

Este é o terceiro vice seguido da seleção brasileira em competições importantes: duas Olimpíadas e o Mundial. Final da prorrogação: as meninas do Brasil pareciam não acreditar,  se esforçaram, mas o sonho do ouro foi adiado mais uma vez.